Com o cancelamento do envio de petróleo venezuelano à ilha, o regime socialista fica próximo do colapso. O governo cubano afirmou que não aceitará intimidações.
Menos de um mês após a operação na Venezuela, Donald Trump afirmou que Cuba está perto de cair e que o regime da ilha está próximo do colapso.
O principal motivo é o fim do envio de petróleo e dinheiro da Venezuela, historicamente o maior aliado econômico de Havana.
“Eles recebiam dinheiro da Venezuela. Recebiam petróleo da Venezuela. Isso acabou.”
Em 3 de janeiro, os Estados Unidos realizaram uma operação militar na Venezuela e capturaram Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Ambos foram levados a Nova York para responder a acusações, incluindo narcoterrorismo e tráfico de drogas, em um tribunal federal.
Trump afirmou que os EUA estão administrando a Venezuela e que o país deixou de enviar petróleo barato para Cuba, uma ajuda que foi essencial para manter a economia cubana funcionando por décadas.
“Estamos administrando a Venezuela”, disse o presidente.
Ele afirmou que o país “estará melhor do que nunca” e que os EUA pretendem explorar o petróleo venezuelano em parceria com o novo governo.
“Vamos ganhar muito dinheiro para eles e para nós”.
Para a Casa Branca, o fim do petróleo venezuelano pode acelerar mudanças políticas em Cuba, que já vive uma crise com apagões e falta de alimentos.
Cuba afirmou que não aceitará intimidações
O governo cubano reagiu duramente às declarações. O presidente Miguel Díaz-Canel classificou a operação americana na Venezuela como um “ato de terrorismo” e afirmou que Havana não aceitará intimidações externas.
O regime cubano também rejeitou a ideia de negociar acordos com Washington, dizendo que os EUA “não têm autoridade moral” para impor condições à ilha.
Ainda assim, Trump manteve o tom duro. Para ele, sem o apoio da Venezuela, o regime cubano está próximo do fim.