Homem alega que desrespeito à medida protetiva foi motivado por emergência médica com criança de 1 ano e meio.
Um homem de 35 anos, que cumpre medida protetiva com uso de tornozeleira eletrônica devido a uma ordem judicial em favor de sua ex-companheira, prestou esclarecimentos nesta sexta-feira (23) sobre um possível descumprimento da determinação legal.
Segundo relatado, ele estava a caminho de sua residência uma chácara a aproximadamente 29 km de Sorriso, sentido Sinop quando foi informado pela escola de seu filho, de apenas 1 ano e 6 meses, que a criança apresentava febre alta, em torno de 39 °C. A direção da escola teria tentado contato com a mãe da criança, sem sucesso.
Diante da situação, o pai relatou que procurou a mãe do menino por meio da empresa onde ela trabalha e, em seguida, enviou mensagens pelo WhatsApp. Ele afirma que o contato foi respeitoso e teve como única motivação a preocupação com a saúde do filho. A mãe teria, então, ido até a escola e levado o menino para a casa de uma babá.
O homem também relatou que, durante os finais de semana em que esteve com a criança conforme previsto no regime de guarda percebeu que a carteira de vacinação apresentava um atraso desde novembro, período em que o casal se separou. Segundo ele, o menino estava com oito vacinas em atraso.
Preocupado com a situação, o pai levou a criança duas vezes ao posto de saúde para atualizar o esquema vacinal. Quatro doses foram aplicadas em cada visita. Ele acredita que a febre alta seja uma reação comum às vacinas recém-aplicadas.
O homem ainda enfatizou que não tem interesse em retomar qualquer vínculo pessoal com a ex-companheira e que o contato recente foi exclusivamente para assegurar o bem-estar da criança. “Não quero nem olhar para ela”, declarou.
O caso será encaminhado às autoridades responsáveis, que irão avaliar se houve violação da medida judicial e considerar as circunstâncias apresentadas.